Base Alte Castro e Silva 
 

BACS

Descrição:

     Base Naval destinada ao apoio das atividades de submarinos e mergulho. 

Missão:
 

     "Apoiar os submarinos a fim de mantê-los operando".
 

Histórico: Criada como Comando da Base de Submersíveis quando da extinção, em 1916, do Comando de Defesa Móvel do Porto do Rio de Janeiro (decreto 12.007 de 29/03/1916, do Presidente Wenceslau Braz). Este Comando, localizado na Ilha de Mocanguê Grande, baía de Guanabara, em 1914 serviu de apoio aos submarinos F1, F3 e F5, após a sua chegada ao Brasil.

Com a criação do Comando da Base de Submersíveis pretendeu-se estabelecer uma base definitiva para os submersíveis. No entanto, com o recebimento do Tênder Ceará as instalações em terra foram perdendo significado, tal o apoio prestado pelo navio. Transformado em capitânea e sede da Flotilha de Submersíveis, entre 1917 e 1937 o navio-tênder alternava com freqüência seus locais de amarração, ora em bóias do canal de Mocanguê, ora ao norte da ilha das Cobras.

Em 1937 foi recriada a Flotilha de Submarinos e instalada no Edifício da Patromoria, na ilha das Cobras.

Finalmente, em 6 de maio de 1941, foi criada a Base da Flotilha de Submarinos como organização militar dentro da estrutura orgânica do Ministério da Marinha, a qual "enquanto não tiver sede própria, será instalada no edifício da Patromoria do Arsenal de Marinha, na ilha das Cobras"(Aviso 610 de 06/05/1941 do MM).

Em 1943 foram iniciadas as obras de construção da Base na Ilha de Mocanguê Grande.

Em 27 de setembro de 1946 foi alterada a denominação da Base para Base Almirante Castro e Silva (BACS).

A transferência definitiva para a ilha de Mocanguê Grande veio a ocorrer em janeiro de 1947, tendo a BACS iniciado seu funcionamento com a atracação do submarino Tupi.
 
 

Este monumento de pedra, obra cujo título é  Monumento ao Submarino, fica localizado no pátio da BACS, e simboliza o torreão de um submarino da classe T. Foi criado por Luiz Bartholomeu Paes Leme sob encomenda do idealizador da base, o então CMG Áttilla Monteiro Aché, Comandante da Flotilha de Submarinos, que lançou a pedra fundamental deste tradicional estabelecimento.
O submarino de pedra

Atualmente a BACS é uma Organização Militar Prestadora de Serviço Industrial (OMPS-I), subordinada ao comando da Força de Submarinos. Sua principal tarefa é apoiar os meios navais e demais Organizações que compõe a Força de Submarinos, proporcionando-lhes facilidades portuárias; energia elétrica; telefones; ar comprimido; aguada e água destilada; segurança; urbanização; serviços de manutenção e reparos de segundo escalão nas áreas de metalurgia, ajustagem, testes hidrostáticos, motores de refrigeração, manômetros, eletricidade e eletrônica, prestando ainda apoio de rancho, gerência de pagamentos, serviços de mergulho, atendimento médico-odontológico, pericial, laboratorial e social. Secundariamente, a BACS atende à pedidos de serviços industriais e de mergulho de Organizações Militares do Rio de Janeiro e de outras localidades.

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