QUEM EU SOU

VALTE(RRm) (SB) RUY BARCELLOS CAPETTI

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MINHA TURMA DE SUBMARINISTAS

1962

Da esquerda para direita: Guimarães; Domingos; Dutra; Tasso; Geraldo;Capetti (eu); José Ignácio; Halpern; Oliveira

Instrutores: Helmut Avila Carl; Pamplona; Urrutigaray; Alhanati, Gerk

Meu padrinho de submarinos: Gerk

A PATRULHA DO SILÊNCIO

(Dois meses no fundo mar - JB 19/Set/1976)

Comandante do HUMAITÁ, em 1976, em reparos de prontificação no Arsenal de Marinha do RJ. O Humaitá era o mais moderno dos submarinos da Marinha do Brasil, e um dos submari- nos convencionais mais silenciosos do mundo.

O Humaitá - da classe Oberon, de construção inglesa, têm três anos de operação. Sou seu terceiro Comandante. Mede 90 metros de comprimento, 8 metros de diâmetro, desloca 2 mil e quatrocentas toneladas imerso e sua propulsão é assegurada por dois motores diesel de 16 cilindros e 3.600 HPs. Possui ainda dois motores elé- tricos de 6.000 HPs para navegação submersa, e é tripulado por 7 oficiais e 56 praças.

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EuNoTubo.GIF (66596 bytes) "Os submarinos sempre me fascinaram pelo seu aspecto diferente e pelo clima  de mistério e perigo que envolve suas operações .... Quando estou no comando o que mais me emociona é saber que tenho 2.400 toneladas nas mãos e que posso manobrar e dominar este peso. Cada vez que realizo uma patrulha me lembro que sou responsável por 40 milhões de dólares (custo atualizado do Humaitá) e pela vida de mais de 60 homens que normalmente compõe a tripulação."

JB 19/Set/1976

Para comandar um submarino é preciso, acima de tudo, de muita vontade, preparo técnico, perseverança e sentido de disciplina, que ajudam a enfrentar os incontáveis riscos e desconfortos comuns numa viagem submarina. Os perigos são os mais diversos, como colisão com outros navios, na volta à superfície ou à cota periscó- pica (limite para se ver a superfície do mar), e esmagamento, no caso do submarino ultrapassar a profundidade para o qual foi projetado operar. No caso do Humaitá, o submarino opera numa faixa que varia de aproximadamente 150 a 200 metros. Euvivo.jpg (7439 bytes)
EuNoPeri.GIF (104074 bytes) O tempo de patrulha de um submarino convenci- onal submerso pode variar de um a 60 dias. Quando se deixa o cais, a vida se resume aos estreitos compartimentos do navio.

"Esses 60 dias são o tempo máximo de uma patrulha, que pode cobrir toda a costa brasileira, pois o submarino tem alcance de 10 mil milhas, durante as quais pode navegar sem voltar ao porto para reabastecer. A capacidade em imersão é de aproximadamente 2 meses, isso se referindo ao combustível do navio e alimentação dos tripulantes. O homem, porém, pode aguentar muito mais. Mas nem to- das as patrulhas duram necessariamente tantos dias. Agora, por exemplo, acabamos de voltar de uma viagem de 55 dias, com paradas em cinco portos para manutenção. "

JB 19/Set/1976

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