NAVIOS DE APOIO AOS SUBMARINOS

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Durante toda a existência de  submarinos em nossa Marinha, eles sempre precisaram de navios de apoio, com  a finalidade precípua de salvamento,  no caso de acidente em que o submarino ficasse no fundo. Assim é que desde a sua constituição, como Flotilha de Submersíveis, em 1914, o comando dos submarinos sempre se preocupou em prover um  navio que acompanhasse os submersíveis em suas comissões, ou que estivesse pronto para socorrê-los em caso do evento subsunk.

Acompanahvam os classe F em seus exercícios, o Tender Cuyabá (Por Aviso 1698 de 9 de abril de 1923 foi mandado incorporar à Esquadra o navio "Cuyabá", entregue pelo Lloyd Brasileiro) Distintivo numérico 54; Distintivo do código Internacional GBFH e distintivo de chamada rádio telegráfica SOK. Já em 3 de setembro daquele mesmo ano suspendeu, juntamente com os submersíveis, em apoio à Flotilha.

A torpedeira de porto Goiás, em 1925, e o rebocador Laurindo Pitta, muito embora não fossem navios  especializados nesta faina, realizaram, igualmente, serviços de apoio aos nossos primeiros submersíveis.

Em 1917 chegou ao Brasil o Tênder Ceará, navio-oficina especialmente construído para dar apoio aos submersíveis. Distintivo numérico 90; Distintivo do código Internacional GBHU e distintivo de chamada radio telegráfica SNC. Cerca de trinta anos depois, teve determinada sua baixa do serviço ativo no ano de 1946.

Depois da baixa do Tênder Ceará, seguiu-se, neste mister, a Corveta "Imperial Marinheiro". Recem-construída na Holanda, foi  incorporada à Marinha de Guerra do Brasil em 18 de junho de 1955, tendo sido imediatamente após a sua chegada ao Brasil, colocada à disposição do Comando da Flotilha de Submarinos, com a finalidade de servir de apoio aos submarinos em exercício, cabendo a BACS proceder as alterações necessárias para esta finalidade, desde que não fossem permanentes, nos termos do Memorando Reservado Urgente do EMA, datado de 16 de setembro de 1955. Desta forma, ganhou um sonar e equipamento de comunicações submarinas (UQC), mais tarde retirados, quando dispensada dos serviços de apoio aos submarinos.

Seguiu-se o navio de salvamento NSS Gastão Moutinho(K 10), este sim, apropriado para tal finalidade. Chegou ao porto do RJ no dia 12 (julho de 1974, junto com o submarino Ceará), atracando na BACS.  Era um navio especialmente equipado para serviços de salvamento submarino, sendo a primeira unidade, no gênero, a integrar a nossa Força de Submarinos. Dispunha de equipamentos de mergulho com o uso de mistura de gases Hélio-Oxigênio, ao invés de ar comprimido, que permitia mergulhos a grande profundidades, superiores a 100 metros. Dispunha, ainda, de sonar para localização de alvos submersos, câmara de recompressão e descompressão, para tratamento de mergulhadores, e câmara de salvamento (sino) para retirada da tripulaçào dos submarinos acidentados.

Finalmente, em 1984 o Felinto Perry substituiu o K10, e permanece no serviço de socorro aos submarinos até os dias atuais.


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