Iça o Dois!                      
 Número 43                                              mar/2012
EDITORIAL

No artigo do Alte Elcio (EN) - A Busca da Grandeza, parte V, o autor aborda aspectos dos nossos ciclos de desenvolvimento e de regressão nas áreas relacionadas à construção naval de navios de guerra no país. Sugere o quanto já avançamos e o quanto já regredimos em termos de projetar e de construir navios de guerra no país. Dá ênfase a uma postura proativa na área de desenvolvimento de projetos nacionais, se o Brasil realmente quiser alcançar o estado de grandeza que tanto busca. Cita o exemplo da Corveta Barrosos, como único projeto e construção genuinamente nacionais, em todo o período republicano.

Cita o autor, finalmente, a impossibilidade de criar uma sólida capacidade de defesa restringindo-nos a construir aqui navios projetados no exterior. "Navios de guerra projetados no exterior têm quase toda a base cerebral e logística no exterior. E isso é inaceitável para um país como o nosso. Pouco contribui para o desenvolvimento nacional."

O artigo seguinte aborda aspectos da definição de um navio de guerra. O texto evidencia a perplexidade do autor ante a complexidade dos processos de projetar e construir navios de guerra, devido ao fato de que a gênese de um navio é uma atividade que requer muita técnica e muita arte.

Genericamente falando o navio é, realmente, uma espetacular obra de arte. Sua concepção e desenvolvimento são conseqüências diretas da aplicação de muita técnica e de muita criatividade. Somente muitos anos de experiência no exercício dessas atividades podem agregar ao engenheiro especializado atributos que permitem classificá-lo como arquiteto naval.

Arquitetos navais são, em realidade e acima de tudo, praticantes de desenho-de-produto. Ou, usando o sinônimo já incorporada em nossa língua, de design, expressão adotada preferencialmente neste artigo pelas razões expostas por seu autor.

A importância relativa desses diferentes aspectos raramente pode ser definida, sendo deste modo, difícil atribuir-lhe medidas apropriadas de economia ou de eficiência. Em consequência os estágios iniciais do design dos navios de guerra inevitavelmente, mas com certa propriedade, se tornam um colóquio envolvendo especialistas navais, arquitetos navais, construtores navais e diferentes indústrias envolvidas, projetistas de armamento, entre muitos outros especialistas.

Como profissional naval, reconhece o autor que o desconhecimento genérico dos processo de gênese de um navio de guerra prejudica o seu gerenciamento ao longo do ciclo de vida, criando dificuldades principalmente nos períodos de operação e manutenção, o que resulta na deterioração da sua disponibilidade operacional.

 



SUMÁRIO

A Busca da Grandeza (V parte) - Corveta Barroso.

O design do navio como obra de arte e de criação industrial.


CV Barroso V-34 - Primeiro teste de máquinas - Baía de Guanabara 2008.

(Fonte: Esta foto provém do Wikimedia Commons)