Iça o Dois!                     
 Número 38                                             JAN/2011
EDITORIAL

As dificuldades para a adoção de medidas visando a modernizar uma força armada são inversamente proporcional ao grau de cultura de seus elementos inteligentes.

Iuri percebe isso. Iuri é aquele mesmo marinheiro que escreveu aos seus amigos "O libelo", uma carta em que demonstrava sua perplexidade quanto à incapacidade dos elementos da sua Marinha de se atualizarem e agirem no sentido de modernizá-la.Se outros podiam, por que não eles?

Iuri continua surpreso ante o fato de que muita coisa se escreve na sua Marinha e os Chefes assinam em baixo, sem ter a menor noção crítica sobre o que estão endossando.

Tanto a carta de Iuri quanto o artigo seguinte "Quem pareus Matiu que o embale" nos dão conta da necessidade de atualização de conhecimentos e da prática diuturna de modernos processos e ferramentas que podem ser aplicadas em benefício do serviço da força armada a que pertencemos.

Aos técnicos cabe aplicá-las, ainda que sob a supervisão e o controle dos chefes superiores, que assim têm a obrigação de saber que elas existem, para que servem e determinar o momento oportuno de sua aplicação.

Sem uma postura proativa dos dirigentes mais velhos, em busca da inovação, em benefício da aquisição de novos conhecimentos e de sua aplicação prática,  seremos conduzidos aos Nove Círculos, Três Vales, Dez Fossos e Quatro Esferas, não sem antes ler no Portal de entrada:

"Deixai todas esperanças, ó vós que entrais!"

Dante Alighieri, A Divina Comédia

 



SUMÁRIO

CARTA DE Iuri Kapetievski Silva

QUEM PAREUS MATIU QUE O EMBALE!


"SOMOS MARINHEIROS ATÉ DEBAIXO D' ÁGUA"

 

Caronte, ilustrado por Gustavo Doré, para a Divina Comédia.(fonte:Wikipedia)