Iça o Dois!                                            Ano 9                                 Exemplar 34     

Editorial Jan/fev/mar 2010

Iniciamos mais um ano de trabalho com o propósito de trazer aos nossos leitores artigos que sejam de importância para o conhecimento da LOGÍSTICA.

Não sabemos ao certo o impacto que tais artigos possam ter causado nessas comunidades, mas esperamos que sirvam de alerta para os problemas que decorrerão dos acordos tratados com a França, para o fornecimento de submarinos ao Brasil. Lá se vai um ano de acordo, e conhecer os avanços nessa área não é tarefa fácil, pois são poucos os veículos de disseminação do que vem ocorrendo.

Com o sentido de melhor esclarecer nosso principal foco na abordagem da Logística, reproduzimos o artigo de Carlos Alberto Vicente da Silva e Marcel Andreotti Musetti, Logísticas militar e empresarial: uma abordagem reflexiva, publicado no quarto trimestre de 2003, Revista de Administração, São Paulo V. 38, n.4 p.343-354.

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O Artigo COMO É DIFICIL EVOLUIR! aborda o ponto de vista do autor quanto à necessidade da Marinha do Brasil evoluir em termos de conhecimentos técnicos necessários à plena capacitação do PREPARO do PODER NAVAL, considerando argumentação de que o processo de obtenção de sistemas navais de defesa é um dos mais (e talvez o mais) importante processo naval, e de que o conhecimento da gênese do navio de guerra é essencial para o planejamento do seu sistema de apoio logístico. Enfatiza o autor que a falha que vislumbra, na organização naval, é proveniente do sistema de ensino como um todo.

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O artigo Como é Dificil Evoluir! expressa a opinião do autor sobre a importância de ser desenvolvida capacitação técnica adequada para concretizar o Poder Naval brasileiro (Preparo do Poder), segundo a argumentação de que o processo de obtenção de sistemas navais de defesa é um dos mais importante processos navais, e dele deve derivar todos os fundamentos para a constituição de apropriado sistema de apoio logístico. O autor identifica o navio de guerra como principal elemento visual do Poder naval, enfatiza a criatividade e ciência necessárias para obtê-los, e vislumbra nichos de aperfeiçoamento do Preparo do Poder, principalmente no que diz respeito à formação dos oficiais do Corpo da Armada que irão comandar os destinos da Marinha. Localiza no setor de ensino os principais pontos fracos a serem corrigidos.

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Iremos pesquisar a repercussão da palestra que o COORDENADOR-GERAL DO PROGRAMA DE DESENVOLVIMENTO DE SUBMARINO COM PROPULSÃO NUCLEAR proferiu no dia 24 de novembro do ano passado, para o pessoal da Reserva e Reformados, promovida pela Diretoria de Assistência Social da Marinha.

Voltamos a insistir que se o Programa acima mencionado não cogitar de CONTRATAR PARA A LOGÍSTICA,  os problemas que hoje acontecem com a Manutenção (e demais funções Logísticas)  dos nossos submarinos continuarão a ocorrer e, claro está, em nível e proporções bem mais graves.

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No número anterior abordamos, ainda, a aplicação do Sistema Latex nas diversas Organizações Militares de Marinha. Encaminhamos o assunto para conhecimento da Diretoria de Ensino da Marinha. Ainda sem ter recebido qualquer feedback daquela Diretoria, tomamos conhecimento que o CIAA está testando o sistema. Teria sido pela leitura do artigo escrito, por iniciativa própria, ou por orientação da própria Diretoria de Ensino?

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ESTAMOS EM

http://www.submarinosdobr.com.br/

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A equipe do O Iça o Dois! neste início de Ano, deseja a todos pleno sucesso, tanto profissional como pessoal, extensivo a todos os familiares.

 

 

Histórias para não esquecer: em http://www.lourivalsantanna.com.br/

Programa nuclear no Brasil começou com um oficial em meio expediente.

Superstição atrasou inauguração das centrifugas.



SUMÁRIO

Logísticas militar e empresarial: uma
abordagem reflexiva

Como é Difícil Evoluir!

Upgrade de submarinos.Notícias sobre upgrade de submarinos.


Notas:

Já há uma terceira edição da excelente obra do James V. Jones - INTEGRATED LOGISTICS SUPPORT HANDBOOK.

Traduzimos, juntamente com o CMG (Ref) Comte VILAIN, que na ocasião trabalhava na DGMM, a segunda edição, que vem sendo usada (assim esperamos) pela Diretoria Geral do Material.

Essa terceira edição certamente acrescentará o que de mais novo há no estado do conhecimento sobre ALI, sendo pois, recomendada com intensão a sua obtenção e disseminação entre os oficiais de Marinha do seu conteúdo, nos diferentes cursos que abordarem a Logística.

Acreditamos seja bastante esclarecedor um dos vários comentários anônimos de quem utiliza a obra:

"My motivation for buying this book came from my extensive experience with material maintenance management during my 22 year career in the navy, and subsequent experience with integrated logistics in Department of Defense contracting. I used the first edition of this book as a reference when I was on a proposal team for a DoD contract, and found it to be one of the best references available because it distilled tens of thousands of pages of directives, instructions and related material into less than 500 pages. It covered the topic in sufficient detail as to serve as an authoritative reference as well as to get other members of the team up-to-speed in ILS.

During subsequent consulting engagements for commercial clients I used many of the concepts and methods detailed in this book to outline requirements for automated materials and maintenance management systems. In particular, any commercial business domain, such as refinery maintenance or maintenance data collection and analysis are candidates for applying parts of ILS to commercial uses. This book then becomes more valuable to a wider audience than DoD contractors.

A second use for the concepts is the structured and proven approach to an encompassing systems maintenance management initiative within IT. For example, the use of logistics support analysis is a sound approach to planning enterprise-wide maintenance from a cost management perspective. Moreover, using a modified (and shortened) form of logistics support analysis records is a good foundation for enterprise asset management, as well as developing a reliability baseline.

While this book has obvious value to readers from the DoD contracting community, it also contains information that can be tailored to commercial uses."