Iça o Dois!                                              Número 25 set/2007

EDIÇÃO ESPECIAL

EDITORIAL

Outubro, 2007. Vivemos um período de governo em que a declaração de intenção de alocar recursos para grandes programas, tem dois profundos fundamentos: o primeiro é sua ampla natureza política, que embora demonstre VONTADE, é seguido da execução por políticos, quando então a falta de critérios técnicos compromete quaisquer possibilidades de sucesso dos programas; o segundo, é o viés político dessas declarações, que, como muitas outras, carecem de continuidade. O prometido hoje, como se fosse campanha política, não dá certeza de prosseguir apoiado.

Embora afirmado pelo Presidente da República de que alocará recursos necessários para a modernização das Forças Armadas (o caso da MB, a alocação de centro e trinta milhões de reais anuais por cerca de dez anos, o apoio ao programa nuclear desenvolvido na força, etc.) não acreditamos na sua consistência. Não precisamos repetir, aqui, as razões que nos levam a descrer das promessas do Comandante Supremo de nossas FAs, primeiro por sua conhecida demagogia suportada por explícita incompetência, e segundo pela explícita competência dos seus assessores, e de servis atores nos demais poderes, no constante e contínuo revanchismo contra as FAs, como maus brasileiros que têm demonstrado ser. Confiram, nos meios de comunicação da época, as agressões à SOBERANIA nacional, entre outros desserviços.

Porém, em face das possibilidades de renovação de mandatos, é possível que os recursos até então previstos no orçamento, mas sempre contingenciados, venham a não mais sê-lo, como sinal  "de boa vontade" para com a DEFESA do nosso país, e algumas migalhas venham a ser alocadas às FAs, enganando seus zelosos Comandantes.

Na Marinha, há declarações de intenção sobre a posição atual de como renovar ou modernizar nossa frota de guerra. É possível que venhamos a investir na construção de submarino (dificilmente submarinos) de propulsão nuclear. Uma aventura que poderá custar muito caro ao Brasil.

Com os artigos que reproduzimos neste número, buscamos alertar para o fato de que a simples alocação de recursos, sem o suficiente preparo intelectual, e decorrente falhas na estrutura administrativa, se comportará como o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Muitos recursos serão enormemente desperdiçados, pois não se resolve da noite para o dia os grandes problemas logísticos - transporte, energia, etc. - sem conhecimentos técnicos científicos e sem planejamento. Com certeza muitos resultados serão pífios, infelizmente.

Além do conhecimento vulgar de que tão usualmente os Chefes Navais lançam mão, esperamos que o conhecimento com fundamento científico cresça nas FAs, inclusive na MB, de modo a permitir que aqueles a quem cabem as grandes decisões, possam tomá-las segundo o estado do conhecimento. O preparo adequado dos que comandam e vão mandar na MB vai lhes permitir a VISÃO ESTRATÉGICA que permitirá o emprego otimizado dos recursos que vierem a ser alocados - se vierem. 

SUBMARINOS COLLINS:

(1) LIÇÕES A APRENDER. Texto obtido na Internet (Research Paper Nr 3 2001-02 Parliament of Australia - Parlamentary Library), publicado pelo parlamento australiano, dissecando o problema ocorrido no desenvolvimento do submarino Collins. -  (\pdf\collins\Collins_AVerdade_Research Paper 3 2001.pdf )

(2) 'PROCURING CHANGE: How Kockums was select for the Class Collins Submarines' (Idem, Research paper Nr 4 2001-02 Department Library \meusdoc\artig-temp\ 02RP04.pdf)

(3) SUBMARINOS COLLINS_LIÇÕES-CONCLUSÕES                                                  (SUBMARINOS COLLINS_LIÇÕES.doc)

 

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SUMÁRIO

SUBMARINOS COLLINS - LIÇÕES A APRENDER

SUBMARINOS COLLINS - COMO O ESTALEIRO KOCKUMS FOI SELECIONADO

SUBMARINOS COLLINS - CONCLUSÕES