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STEP - O QUE É 

Artigo 40_2                                                                      ano 2011                                                                               VAlte (Ref) Ruy Capetti   

STEP

O título soa estranho. Em português é passo. Mas aqui não estamos tratando da palavra, mas sim de um acrônimo. STEP, de Standard  for  the Exchange of  Product  model data.

STEP, de Standard for the Exchange of Product Model Data, é uma abrangente  especificação ISO (ISO 10303) que descreve como representar e trocar dados e informações na forma digital.

[deve se ter cuidado para não confundir com STEP[1]= Society of  Trust and State Practioners,  como acontece na Wikipedia em português do Brasil, que nas Ligações externas nos remete àquele site)]

O STEP  de que estamos falando é um padrão ISO de um modelo para intercâmbio de dados de um produto, em outras palavras, um esforço para a modelagem de quaisquer produtos na forma de dados digitais, de modo a poderem transitar por meio de computadores.  Um esforço para representar e intercambiar informações sobre produtos na forma digital.  STEP  é o nome pelo qual é também conhecida a ISO 10303.

A origem desse padrão vem da necessidade de trocar dados sobre produtos  com velocidade, com precisão e de modo que sejam realmente representativos daquilo que se deseja transmitir. Pensando na modernidade, uma grande necessidade no e-commerce, se quisermos trabalhar com as representações gráficas dos diferentes produtos.

Como esse não é um assunto simples de entender, procuremos dar uma idéia que melhor esclareça do que se trata. Levemos em consideração, acima de tudo, que companhias  nacionais, da mesma forma que a maioria no mundo, estão se movendo gradualmente do gerenciamento da informação  “on paper” para intercambio ou compartilhamento de informações e dados eletronicamente,  na forma digital usada pelos computadores.

Acreditamos que nossos leitores já tenham tido algum contato ou mesmo experiência com algum programa de CAD/CAM/CAE (computer assisted design, manufacturing, engineering) e tenham ficado maravilhados com o que podem fazer. Pode-se trabalhar com o desenho técnico (disciplina) e reproduzir, no computador, peças mecânicas, esquemas elétricos, compartimentos de um veículo, enfim, uma série de desenhos que impressionam. São desenhos precisos na sua representação visual, podem conter dimensões, os softwares especializados calculam distancias, áreas, e muitas outras caracterísicas úteis ao desenho técnico.

Surge recentemente nessa área o conceito de "working steps" in place, que agiliza extremamente o processo de manufatura de peças. Atualment, uma máquina ferramenta de código numérico pode receber um arquivo com dados STEP-NC, "saber" o que significam, e proceder a usinagem da peça sem necessidade de maiores instruções.. Não há mais necessidade de programar a máquina ferramenta para cada peça individualmente. Aind mais, o benefício da padronização se estende. Com um conjunto de padrões "working steps" in place, todas as manufaturas serão capazes e compartilhar informações confiavelmente e instantaneamente. Um arquivo CAD convertido ao padrão STEP-NC que tenha sido produzido na costa leste dos EUA, por exemplo, pode ser enviado via internet para uma oficina mecânica na costa oeste e a peça pode ser imediatamente  usinada.  Isso deve-se a vantagem obtida pelo uso do novo padrão STEP-NC.

Mas, que vem a ser exatamente tal padrão?

O padrão STEP-NC AP238

Este padrão STEP-NC AP238 é o resultado de dez anos de esforços internacionais  para substituir os códigos padronizados  M e G (RS274D (ISO 6983) por  uma linguagem moderna associativa que conecte os dados CAD do design usados para determinar os requisitos de usinagem, de modo a permitir a operação seguinte de processo CAM, com dados que resolvam todos tais requistos. 

STEP-NC desenvolveu nesses dez anos grandes esforços para desenvolver um padrão neutro de dados STEP para representar dados de CAD, e vem usando os construtos geométricos modernos nesse padrão a fim de definir trajetórias que sejam independentes da máquina ferramenta, e igualmente  independentes características de volume no processo CAM.

 

propiciando a E-manufatura de partes mecânicas

STEP-NC propicia que as organizações de manufatura possam trocar ou compartilhar informações de usinagem e de medidas sem quaisquer arestas, entre máquinas e por meio da Internat. Essa tecnologia emergente conhecida como STEP-NC vem permitindo melhorias do processo, que resultam em 15% do tempo de usinagem. A medição e a compensação automáticas decorrente da tecnologia prometem fornecer peças que atingem elavados níveis de precisão com menores custos. As simulações  e verificações integradas  decorrentes da tecnologia, por sua vez, prometem a garantia de que cada peça será produzida corretamente e que produção será interrompida imediatamente no instante em que for detetada a possiblidade de corte errado, que não atenda aos requistos do design. 

Working Steps

STEP-NC muda o modo que a manufatura é feita, definindo dados como "working steps": uma coletânea de operações específicas que podem ser realizadas por máquinas ferramentas de controle numérico controladas por computador (CNC machine tools). em outras palavras, tal tecnologia  decompõe cada operação de usinagem nos passo necessários para a realização da operação. No passado, cada máquina ferramenta CNC tinha que ser programada usando-se os códigos G and M (originados da ISO 6983), os quais são instruções que somente dizem à máquina que movimentos devem fazer , sem quisquer conteúdos semânticos que individualizem a peça que está sendo processada.  STEP-NC tornará obsoletos os cógigos G and M.

NOTAS

Existe um aplicativo conhecido como STEP-NC  Machine, produzido pela STEP TOOLS INCORPORATION, especializado na produção dessas instruções.

 

 

  

 

Os vários recursos para trabalhar com  CAD/CAM/CAE tinham, cada um, seu próprio conceito, algorítimos de representação, etc.  a fim de permitir ao software desenvolvido com cada finalidade particular, representar na tela do computador, aquilo que SE desejava para representar o produto real. Partindo da necessidade do intercambio e compartilhamentos desses dados, a necessidade de padronização cada vez se fez mais presente e, finalmente, associada a necessidade de transferência e compartilhamento de dados numa maneira eficiente, deu origem a um comitê técnico na ISO para buscar a padronização conveniente.

Mas este problema não é simples. Nasceu assim, com a finalidade de resolver tal desafio, o STEP, não um padrão isolada, mas antes de tudo uma coletânea de padrões produzidas por aquele comitê da ISO, o ISO 10303/tc 184/SC4.

Alguns aspectos das dificuldades no desenvolvimento desses padrões jazem na diversidade de domínios de aplicação  que devem ser abordados nesse trabalho; na quantidade e diversidade de ferramentas comercialmente disponíveis, que poderão ser utilizadas pelo projeto; pela necessidade de ser produzida uma orientação no uso da tecnologia abordada, atualmente já disponível como decorrência dos trabalhos do referido comitê; e acima de tudo de prover fontes adicionais de informações.

Num primeiro passo de desenvolvimento do STEP derivaram os protocolos de aplicação AP, como são referidos, que buscam  classificar os domínios de aplicação cobertos em taxonomia mais apropriada. 

A meta básica do STEP é alcançar um padrão de interpretação das informações dos produtos por computadores, segundo uma linguagem que seja neutra (independe de qualquer sistema particular), que seja inambígua e, acima de tudo, que seja abrangente, para representar dados dos produtos por todo seu ciclo de vida.

Ainda sob o aspecto da dificuldade no trato do assunto, observou-se que o desenvolvimento de um único protocolo, que viesse a se tornar uma norma internacional, levaria muito tempo, considerando ainda a extrema complexidade na sua composição. Desse modo, a estratégia adotada vem sendo a de produção por partes que poderão vir a se tranformar em protocolos, ou serão eficazes, ou por si mesmas, ou associadas a outras.

Segundo tal estratégia, uma das áreas de competência ou domínio abordadas, é o do protocolo de aplicação  AP 239, ou ISO 10303 - 239 PLCS, que trata do apoio logístico ao ciclo de vida do produto (Product Life Cycle Support - PLCS). Em outras palavras, do Apoio Logístico Integrado.

O principal beneficio da ISO 10303 – 239,  ou AP 239, é a visão integrada de todos os produtos de apoio ao ciclo de vida do produto. Contudo, isso leva a um modelo com grande quantidade de dados e muitas informações genéricas, fato que não tem aconselhado o protocolo referido a ser tratado como um todo, pelo menos no presente momento.

A solução para tal problema foi então encaminhada segundo o desenvolvimento das parcelas menores do projeto, nascendo daí os DEX, ou Data Exchange Sets.

A solução para tal problema foi então encaminhada segundo o desenvolvimento das parcelas menores do projeto, nascendo daí os DEX, ou Data Exchange Sets.

DEX, pois, é um meio de dividir o modelo de informação PLCS  (da ISO 10303 – 239) ) em seções, para atender a um processo comercial particular. Um exemplo de DEX já desenvolvido é o D001  =  product breakdown  for support, que trata de estabelecer a possibilidade de relacionamento entre a estrutura representativa das partes de um conjunto, ou de um produto, referido nessa tecnologia como um sistema PDM (Product Data management) com uma uma estrutura LSI/LCN, já do nosso conhecimento,  usada para gerenciamento do apoio logístico, e indicar as ligações com documentos relevantes, como manuais técnicos ou de operação (estamos falando de Análise de Apoio Logístico, e da estrutura de LCN necessária para permitir a sua realização).

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[1] The Society of Trust and Estate Practitioners (STEP) is the leading worldwide professional body for practitioners in the fields of trusts, estates and related issues. STEP members help families secure their financial future and protect the interests of vulnerable relatives. STEP promotes the highest professional standards through education and training, leading to widely respected professional qualifications.