FORMAÇÃO DO PENSAMENTO LOGÍSTICO NAVAL BRASILEIRO

PARTE II

Exemplar 30                                                                                                                                                           jan/fev/mar 2009   VAlte(Ref) Ruy Capetti

E COMO VEM EVOLUINDO A LOGíSTICA NA MB?

Ante tantos "ajustes" para a chegar a mais precisa compreensão do que é a logística e seu papel fundamental na guerra, como vimos na parte I, natural se torna a percepção de como foi cambaleante o desenvolvimento do pensamento logístico naval brasileiro.

Vidigal, na obra "Evolução do Pensamento Estratégico Naval Brasileiro",  chama a atenção para alguns pontos fracos da logística naval, desde o início do século passado: 

"No terreno exclusivamente naval, à época, [1910] toda a estrutura de apoio aos navios, por força da decadência do Arsenal de Marinha, praticamente inexistia, não podendo apoiar a Esquadra.Graças ao extraordinário "boom" econômico, proporcionado pela administração Campos Sales, travestimo-nos de grande potência, construímos obras de fachada, e breve, como não poderia deixar de ser, o sonho se acabou e, em pouco tempo, a esquadra - mal apoiada, mal adestrada, mal conduzida, mal administrada (veja-se o triste episódio da Revolta da chibata) - nunca se justificou.(op. cit. pg 88/89)

Em artigo publicado pela RMB (4º/TRI 2002) sob o título “INEXISTÊNCIA DA GERÊNCIA DE MATERIAL E CONSEQUÊNCIAS PARA A FUNÇÃO LOGÍSTICA MANUTENÇÃO” abordamos superficialmente o desenvolvimento da formulação do pensamento logístico naval. Naquele artigo foram considerados alguns eventos da administração naval que poderiam resultar na sua inserção em um contexto logístico mais amplo.

Muitos desses ensinamentos vieram por meio da Missão Naval Americana, e de nossas alianças com a grande potência do hemisfério Norte, os EUA.

Isto não nos livrou, contudo, da  dependência, na parte do material, e embora tendo acesso ao conhecimento, dele não nos valemos para aumentar nossa cultura, e reformular a estrutura naval.  Sob este aspecto, menciona Vidigal: 

'a aliança com os EUA - de onde vinha todo o fluxo logístico para manter os navios brasileiros em operação - tinha resolvido as dificuldades e perplexidades que até então atormentavam a Marinha, mas a custa de sua iniciativa no processo, o que, breve, teria conseqüências nefastas. Sob o comando americano, aprendemos a fazer a guerra no mar em moldes modernos, entramos em contacto com equipamentos de projeto recente e sofisticados, como o sonar e o radar, passamos a pensar em termos mundiais mais do que em termos regionais, despertamos, mais uma vez, para nossa vocação atlântica. Contudo, à total dependência material somaríamos uma subordinação intelectual esterilizadora nos anos subseqüentes." Idem pg 106. 

Certos conhecimentos que já nos brindara a MNA foram cristalizados na forma de mudanças que seguramente, fizeram progredir o setor do material, embora o grande aporte da  Missão foi sua contribuição para a organização do setor de pessoal, de uma forma racional, que até hoje rende seus frutos. 

"...No momento, basta mencionar o estudo feito para a reorganização da Marinha, pelo qual foram criadas as diretórias técnicas, e o estímulo à jovem Aviação Naval que, inclusive, pôde contar com inestimável colaboração de instrutores americanos. " idem, pg 92,  

Vindo no pós-guerra o programa de ajuda militar (acordo militar 1952-1977), o aporte de novos materiais e conhecimentos foi, também, muito grande, embora deles não soubemos tirar o proveito necessário. Sempre que é proposto um acordo, há o lado que procura obter as vantagens que lhe interessam, cabendo ao outro, igualmente, tentar obter suas vantagens, cedendo o mínimo às exigências do primeiro. Assim, a aquele não podemos condenar, justificando a nossa falta de competência. Apenas a intransigência em ceder quanto às condições estabelecidas num acordo que nos traz benefícios, no mínimo culturais, pode ser a razão para denunciá-lo.

Terminado o MAP, porém, concordaram os dois países, Brasil-EUA, em realizarem Reuniões sobre Assuntos de Segurança, bienais. Sobre o relacionamento com o MAP, lembra ainda Vidigal: 

" As facilidades criadas pelo MAP, no que se refere à manutenção e reparo dos nossos navios de origem americana, simplificaram, sobremodo, o problema de abastecimento da MB, que se acomodou à situação, deveras confortável, de apenas "pedir" os sobressalentes, sem nenhuma preocupação quanto às etapas precedentes do processo logístico, como procura, obtenção, etc, e muito pouco quanto aos aspectos de custo. Não se procurou nacionalizar o apoio aos navios nesse particular e isso viria a ser fatal." Idem pg 107  

Reforça ainda mais, nosso ponto de vista de desprezo pela vocação de grandeza, a citação de Vidigal, na mesma obra, de que: 

" A ajuda americana manifestou-se ainda, no apoio dado à Fábrica de Artilharia da Marinha (FAM) e à Fábrica de Torpedos (FTM) que, na altura de 1947, deram início à fabricação de canhões e torpedos no Brasil. Estes esforços não tiveram porém continuidade ....por dificuldades financeiras e falta de vontade..." idem pg 108 

Acreditamos que bastam esses testemunhos, feitos por ímpar e isenta competência analítica, de quem presenciou muito dos episódios relatados, para fazer sentir, ao leitor que, se os conhecimentos são disponibilizados, somente o estudo que forma a cultura, e a extrema força de vontade para realizar, sejam os elementos fundamentais para determinar mudanças de paradigmas.

Não basta, pois, obter o conhecimento, é preciso usá-lo! Não basta ter vocação para a grandeza, é preciso realizá-la! 

Assim foi o desenvolvimento da logística na Marinha brasileira nos primeiros anos que se seguiram ao término da Segunda Guerra Mundial. Cambaleante, vagaroso, dúbio na conceituação, embora sempre evoluindo.

Fruto dos conhecimentos sobre logística que se avolumaram no decorrer das duas grandes guerras, e conhecimento dos chefes de então, a Marinha voltou sua ênfase para as atividades de apoio - tanto em terra, como a relativa aos meios flutuantes. Na obra Memórias de Guillobel , cita aquele Chefe,  sob o tópico A IMPORTÂNCIA DA LOGISTICA (pg 260-1), que quando Ministro da Marinha 

"Na elaboração da nova organização administrativa, procurei ouvir a opinião dos mais credenciados Almirantes, entre os quais incluí o Chefe da Missão Naval Americana, muito embora receando que ele não percebesse que uma organização administrativa para a Marinha Brasileira não poderia ser moldada na complexa organização americana; as razões versam sobretudo na enorme desproporção de recursos industriais, financeiros e materiais, bem como na diversidade de características étnicas e de costumes dos dois países. A nova Organização. administrativa, adotada após acurado exame feito em comum com o Chefe do Estado-Maior da Armada, Almirante-de- Esquadra Raul de San-Tiago Dantas, com o Comandante-em-Chefe-da-Esquadra, Almirante-de-Esquadra Atila Aché, e o Contra-Almirante Ernesto de Araújo, homens de grandes qualidades morais e elevado bom senso, além de ótimos profissionais, baseava-se na divisão dos poderes administrativos em dois ramos, um propriamente militar e outro de natureza civil, isto é, o Estado-Maior da Armada e a Secretaria-Geral de Marinha. O primeiro ramo tinha a seu cargo tudo o que se relaciona com o Poder Militar, sua organização, seu desenvolvimento, seu adestramento, e seu emprego, ... [PARECE QUE FALTA ALGUMA COISA NO PRÓPRIO ORIGINAL] a ela também sendo subordinadas todas as referências à Logística do consumo, à disciplina, à instrução especializada e a um sem-número de pequenos apêndices que seria fastidioso enumerar. Em muitos casos, e isto verifiquei quando exerci o cargo de Chefe do Estado-Maior da Armada (1955-1957), surgem assuntos particularíssimos, fruto de circunstâncias imprevisíveis, e que, embora não se enquadrem em suas atribuições vão diretamente à apreciação do Estado-Maior da Armada."

e acrescenta mais ainda 

"Logística - Quando, ao elaborar a nova Organização administrativa da Marinha, criei a Diretoria de Intendência, levava o firme propósito de encarregá-la especialmente de tudo o que dissesse respeito à "Logística de consumo", isto em virtude de muitas locubrações e do muito que aprendi quando, no Comando do CT "Marcílio Dias", fui destacado pelo bravo Comandante da Força Naval do Nordeste, Almirante Soares Dutra, para a 5.a Divisão de Cruzadores da 4.a Esquadra Americana. Ali me convenci ainda mais da importância primacial da Logística na conduta da guerra; se não se "dominar" a Logística é lógico que se perderá a guerra. Ao criar este importante setor da administração naval fiz a fusão dos Corpos de Intendentes e de Contadores navais. A coexistência desses dois Corpos não tinha nenhuma justificativa - era uma excrescência. Se a começo lutei com algumas dificuldades, estas foram rapidamente desfeitas e chegamos a uma situação bastante promissora para o desenvolvimento da Marinha. Na elaboração do Regulamento da Intendência fui muito bem assessorado pelo Almirante Gastão Motta a quem enviei aos Estados Unidos para estudar a adaptação do assunto ao nosso sistema, considerando nosso pouco material, as deficiências de nossa indústria incipiente e nossas limitadas disponibilidades financeiras. Embora bem sucedido, na ocasião da adaptação da Secretaria de Marinha e da Diretoria de Intendência, com a supressão da Diretoria de Fazenda, tive dificuldades que quase me levaram a uma séria indisposição com um dos meus mais diletos amigos, a quem muito respeitava pelo seu caráter impoluto, seu grande talento marinheiro e excelente companheirismo. Mas ele estava sendo trabalhado em contra as disposições que eu havia criado. Felizmente ante as mais absolutas provas de minha indissolúvel amizade, Jeronymo Gonçalves acabou compreendendo que a razão estava a meu lado e todos os equívocos se desfizeram.

             O próprio Estado-Maior da Armada ainda perde parte de seu precioso tempo em questões relacionadas com assuntos logísticos inteiramente fora de sua alçada como, por exemplo, certos serviços de subsistência e de cantinas, adotando medidas que variam segundo os Ministros e os Chefes do E.M.A, o que, de modo geral, não tem nem justificativa nem sentido, refletindo as mais das vezes o desconhecimento dos problemas, o horror à responsabilidade e uma certa infantilidade, em detrimento até mesmo do bom nome da classe."

 

 

   Depoimentos como este mostram que o conhecimento, aliado à vontade de fazer, característica dos grandes chefes, levam às citadas mudanças de paradigma. Embora pareça ter havido confusão entre logística e intendência, isto soa, igualmente, bastante natural para a época, em que se consolidavam os conhecimentos sobre logística.

 Um fato, no nosso entender, contribuiu à saciedade, para  tal confusão. Foi a observação de Gastão Motta do que é considerado como supply, no âmbito do Department of Defense (DoD USA) e a importação daqueles conceitos para o ãmbito da nossa Marinha (não existia Ministério da Defesa brasileiro), o que veio a colocar toda a ênfase no abastecimento, a ponto de serem elaboradas Norma Gerais para o Abastecimento, por Aviso Ministerial! Embora supply e abastecimento não compartilhem o mesmo conceito, assim deve ter sido visto naquela ocasião.

Fosse um Engenheiro Naval, a proceder as mesmas observações, talvez tivéssemos a ênfase colocada na Manutenção, e talvez tivéssemos Normas Gerais para Manutenção promulgadas por Aviso Ministerial, o que julgamos que teria sido mais apropriado para a Marinha.

Contudo, o passo do reconhecimento da importância da logística e sua inserção, pelo caminho possível, à época, já produzia fruto extraordinário, conforme testemunha Vidigal: 

"Assim, tanto na administração do Alte Silvio de Noronha, como na do Alte Renato de Almeida Guilhobel, foi dedicado um grande esforço à ampliação e ao aperfeiçoamento da infra-estrutura de apoio aos meios navais, já dentro do conceito mais amplo de base, capaz de cobrir todo o espectro de funções logísticas, e não apenas a manutenção e reparo, atribuição específica dos arsenais, comuns antes da guerra." (pag 115) 

Conseqüências dos esforços levam à consolidação, cada vez maior, dos conhecimentos sobre logística na Marinha. A preocupação com a nacionalização, aliada à necessidade de obtenção de novos meios navais destinados à proteção do tráfego marítimo, foram as tônicas dominantes do Programa Decenal de Renovoção dos Meios Flutuantes, em 1967: 

" uma diretriz fundamental do Programa era a nacionalização dos meios ou, pelo menos, diminuir de maneira sensível a dependência  no que diz respeito à manutenção e o reparo, através da nacionalização de componentes e sobressalentes ...." idem, pg 122 

É bom mencionar que não identificamos nenhum Planejamento de Renovação dos Meios da Marinha, do qual decorresse esse Programa. Parece que a  estratégia naval, naquela circunstância, pela eleição de 20 fragatas anti-submarinos, entre vários outros meios,  se inspirou numa equivocada, ou pelo menos superficial, análise da situação, de que  nossa preocupação básica tivesse que ser, ainda, a proteção do tráfego marítimo, do qual, até hoje, dependemos fundamentalmente.

Até então, como o atesta a História Naval brasileira, a escolha dos tipos de navios era mais uma imposição pessoal, por parte do Ministro, do que resultado de uma análise apropriada.  Do mesmo modo a quantificação dos meios era também cabalística, pois não veio a luz nenhum estudo para dimensionamento da nossa expressão naval

Assim, somos levados a crer que tal Programa fosse apenas uma maneira de substituição dos velhos navios, para manutenção de um determinado nível de poder naval.

A menção a esses aspectos traz a baila dois importantes pontos a considerar: (1) a necessidade do aperfeiçoamento da metodologia para o dimensionamento da força naval; e (2) a necessidade de adoção de um processo para determinação e obtenção dos meios requeridos, ambos de extrema repercussão na logística.

O primeiro item, dimensionamento da força naval, de caráter eminentemente estratégico, consolida-se no Planejamento Estratégico da Marinha, principalmente na fase de identificação do cenário naval, referida pela sigla CENAV, da qual decorrerá a determinação da necessidade de meios para fazer face as situações indicadas na primeira fase, de avaliação estratégica, conhecida pela sigla AENAV. Ainda que necessitando de ajustes, para permitir a tradução da determinação das necessidades no CENAV, para termos compatíveis com a execução, na forma de Programas, dele tem derivado o Plano Estratégico da Marinha (PEM), como Plano básico para o dimensionamento do nosso poder naval.

O segundo item, de caráter eminentemente técnico, no campo da Engenharia de Sistemas, será o responsável pela cristalização das necessidades levantadas no CENAV, em Programas de Obtenção dos meios indicados.

Sem dominar a Engenharia de Sistemas, será impossível consolidar as condições de concepção, desenvolvimento de projetos e construção ou obtenção dos meios navais, de uma forma racional e coerente, segundo uma abordagem inteiramente nacionalizada.

Os conhecimentos sobre o processo da Engenharia de Sistemas aí estão, disponíveis, basta aos chefes absorvê-los e terem vontade política de implantá-los e implementá-los.

Quanto às ferramentas para o correto (por ser o melhor justificado) dimensionamento da expressão naval, nos dá notícia Vidigal, concluindo,  ainda na mesma obra, quando cita a elaboração do Plano Estratégico da Marinha PEM, com o propósito de orientar o preparo e o emprego do Poder naval, bem como a reformulação das Políticas básicas (PBM) que: 

" Indubitavelmente , a apartir de 1977, a Marinha, pela primeira vez de forma plenamente consciente, formalizou, através da documentação adequada, sua concepção estratégica, em consonaância com a política governamental e tem procurado, assim orientar o planejamento e o preparo da força naval e do apoio que ela necessita." Idem, Pg 128 

Ao final de sua obra, o Almirante Vidigal registrou palavras do Ministro Maximiano Eduardo da Silva Fonseca, e que podiam ser tomadas como uma orientação pragmática para as futuras gerações: 

1982 - " a preocupação do presente deverá ser a de garantir em termos definitivos, a continuidade do progresso das nossas condições de concepção e desenvolvimento de projetos, para que os navios do futuro sejam realmente o produto da nossa criatividade e capacidade técnica. "(p7)  pg 129 

Por isso, temos que estudar e conhecer as técnicas e metodologias disponíveis, aqui citadas en passant, na atualidade, como a Logística de Obtenção, a Engenharia de Sistemas, a Engenharia Logística, a Gerência de Projetos, os Sistemas de Qualidade, entre tantas outras, e implantá-las na Marinha, para otimização do progresso citado, sem cometer os erros de desperdício de recursos, tão frequentes e flagrantes na atualidade. Na ocasião, porém, nada mais tínhamos que estudos, segundo a mesma obra:

"...No momento, basta mencionar o estudo feito para a reorganização da Marinha, pelo qual foram criadas as diretórias técnicas, e o estímulo à jovem Aviação Naval que, inclusive, pôde contar com inestimável colaboração de instrutores americanos. " idem, pg 92, ajuda da MNA

              Até então, em termos da Logística, era colocada muito ênfase na logística operacional, voltada para o teatro de operações, em outras palavras, para a aplicação do Poder Naval, caracterizando fortemente a natureza da Marinha operativa, como ainda acontece até os dias atuais. Por isso, privilegia-se a Logística de Consumo.

      Embora citada à época, como na Introdução à Logística, em Abílio (Abílio:1968), a Logística concernente ao preparo do Poder Naval era relegada a plano secundário, mencionada brevemente, na mesma obra, como a Logística de Produção

      Essas concepções de abordagem, tanto da Logística de consumo, como a da logística de produção, foram disseminadas em 1968, pela obra Introdução à Logística, tradução do CMG (SB) Abílio Simões (1968), sendo realmente o primeiro passo para consolidar os ensinamentos da logística no âmbito naval.

       Pela evolução dos conhecimentos sobre Logística na atualidade, identificamos a primeira, Logística de consumo, segundo uma abordagem que enfatiza a distribuição de suprimentos. Ela é descrita na atualidade segundo o moderno conceito da Cadeia de Suprimentos e seu Gerenciamento.

        Já a segunda, a Logística de Produção, que dá ênfase principalmente à obtenção de complexos sistemas de defesa, vem a ser descrita, na atualidade, na forma que convencionou-se denominar de Logística de Obtenção, sendo sua preocupação fundamental a obtenção desses complexos sistemas simultaneamente com o apoio Logístico necessário.

         A primeira abordagem da Logística diz muito, embora sem ser mutuamente exclusiva, com a aplicação do Poder Naval. Sem ser excludente, da mesma forma, a segunda diz muito respeito ao preparo do Poder Naval.(continua)