IÇA O DOIS!

 

Manutenção & Miscelâneas

Exemplar 12/Out-Dez/2004                                                                              VAlte(RRm) Ruy Capetti

                Estudos sobre a função logística Manutenção vem ganhando cada vez mais adeptos na MB, haja vista a quantidade de artigos que têm veiculado nas nossas revistas especializadas (poucas, por sinal). A abordagem técnica que vem predominando contribuirá para a percepção cada vez maior das complexidades do tema, e certamente resultará no aprimoramento da Gestão da Manutenção.

                Por outro lado, no decorrer da leitura de várias obras sobre gestão ou gerência de material, ao longo de muitos anos de interesse pelo assunto, temos observado discrepâncias na apresentação de conceitos,  muitas vezes decorrentes da tradução de certos termos técnicos. Quando tais discrepâncias aparecem em textos oferecidos à leitura do público em nossas revistas especializadas, o mal que acarretam é mínimo. Mas quando elas aparecem nos textos de publicações oficiais empregadas no setor de defesa, segundo acepções diferentes daqueles usadas em obras literárias especializadas sobre o mesmo assunto, elas acarretam sério prejuízo à compreensão da matéria. Isto, no nosso entender, por si justifica a necessidade da elaboração de um GLOSSÁRIO de termos técnicos, para uso no setor de Defesa, de modo a padronizar entendimentos e o uso de traduções e neologismos, a fim de que assuntos técnicos sejam discutidos no âmbito militar segundo a mesma fraseologia.

                É comum que nas obras especializadas expressões similares são, muitas vezes, usadas segundo entendimentos diversos, principalmente quando se trata de tradução, fruto do grau de cultura particular de cada elemento que a traduz, criando até mesmo anedotas como aquela da tradução de manuais do sistema de armas Sea Cat, feita por uma empresa particular, que ao se deparar com a expressão "Sea Cat magazine", referindo-se ao armário de armazenamento dos mísseis do sistema, a traduziu como a "revista dos gatos do mar".

                Claro que traduzir é uma coisa complicada, que obriga ao conhecimento das línguas envolvidas e o domínio técnico do assunto em pauta. Quem não se deparou, na MB, com a palavra em inglês "depot", referindo-se a um nível de reparo, e tentou, em vão, buscar uma tradução mais precisa? O tradutor é levado, certamente, a adotar a tradução de "terceiro, ou mesmo de quarto escalão de reparos", sem que contudo esta tradução satisfaça inteiramente o significado da palavra de origem. Que verbetes adotar na língua portuguesa para "tribology" - parte da física aplicada que estuda o fenômeno do atrito em suas diversas manifestações? Felizmente, neste caso, termos o verbete em língua portuguesa – tribologia ; mas "BHAG"? [Declarações audaciosas, de caráter especial e particular, para definir metas estratégicas de empresas]; e  "Hazop"? (processo estruturado, originalmente desenvolvido pela ICI, após o desastre de Flixborough cujo propósito é proativamente identificar modificações em equipamentos e/ou dispositivos de segurança requeridos a fim de evitar qualquer incidente significativo de segurança ou ambiental resultante de falha do equipamento. Similar, de certo modo, embora não seja tão rigoroso em identificar causas subjacentes das falhas, à Manutenção Centrada na Confiabilidade, e não considera, em qualquer profundidade,  a possibilidade de evitar tais incidentes pela aplicação de tarefas Proativas de Manutenção.) Já dispomos de traduções a serem adotadas?

                A abordagem deste texto ganha significado, no nosso entendimento, quando considerarmos que na MB nãoórgão formal responsável pela doutrina, nem nas  Escolas de altos estudos navais, nem no ensino corrente ministrado pelo SEN. Pretende-se que o EMA  seja esta fonte de doutrina, mas como aquele órgão vai executar a tarefa sem uma referência, que siva aos propósitos de acompanhamento e controle? Muitas vezes deparamos, ao longo da carreira, com gritantes falhas conceituais em publicações do sistema de publicações da MB, em face do estado do conhecimento, devido à falta de instrumentos que permitam a todos falarem a mesma linguagem. Não que seja uma falta total, mas a instituição carece do aprimoramento dos instrumentos existentes. Exemplo desta situação é o   GLOSSÁRIO DE TERMOS DE USO CORRENTE NA MARINHA, EMPREGADOS NA SUA CORRESPONDÊNCIA ADMINISTRATIVA (DADM 1976), agora uma publicação do EMA, bastante incompleto, principalmente quando se refere  à gíria usada nas diversas disciplinas técnicas e gerenciais modernas introduzidas na MB. Merece revisão, ou criação de um GLOSSÁRIO apropriado para padronizar o uso de diversos verbetes e expressões que tem origem em traduções.

                Segundo o raciocínio linhas atrás, resolvemos comentar alguns mitos, conceitos e traduções que temos encontrado, e que algumas vezes nos referimos, em outras ocasiões, como permissividadesou seja, pegar uma idéia alienígena, representada por um conceito expresso, um verbete ou uma expressão na língua de origem, e traduzi-lo para o português, usando uma palavra ou expressão que nem sempre representa o mesmo conceito, verbete ou expressão estrangeiro de origem. É o caso do "Integrated Logistic Support" e da tradução nativa - Apoio Logístico Integrado, como usado na MB, sem que sejam a mesma coisa.

                A apresentação é sem preocupação de ordenamento segundo qualquer argumento. As idéias foram colocadas como nos vieram à cabeça, e não têm a intenção de ditar cátedra, mas sim de criar preocupação nos escritores de assuntos técnicos navais, bem como nas autoridades responsáveis, para a necessidade de uma padronização.


SUPPORT - que mencionamos o "Integrated Logistic Support", traduzido na MB como Apoio Logístico Integrado, lembramos aos autores que traduzem Support Analysis como Análise de Suportabilidade, que o mais apropriado, no mínimo por coerência com a expressão tradicional de Sistema de  Apoio Logístico da MB, seria traduzir por Análise de Apoiabilidade.

-ABILITYsufixo –ability parece-nos que não deva ser traduzido normalmente como habilidade (embora a palavra ability, em certos contextos, possa sê-lo). Habilidade é a qualidade ou característica de quem é hábil. Refere-se à pessoas. o sufixo –ability (também –ibility) transforma em substantivos os adjetivos que terminam em –able e –ible, e transmite a idéia de capacidade de. Assim reliability é melhor traduzido como confiabilidade, a capacidade de ser confiável; supportability é apoiabilidade, capacidade de ser apoiado; transportability, a capacidade de ser transportado, disposability, a capacidade de ser eliminado, etc.  

CONTRACTOR - Enquanto que os EUA tratam aqueles que lhes fornecem grandes sistemas o equipamentos complexos como CONTRACTOR, resolvemos usar a expressão genérica CONTRATADO PRINCIPAL ou FORNECEDOR PRINCIPAL, em nossos trabalhos.

SUPPLIES – SUPPLIES, pela legislação americana, inclui MATERIAL, EQUIPAMENTOSSTORES de todos os tipos - supplies são materiais ou provisões armazenadas e fornecidas quando necessárioSão quantidades disponíveis ou suficientes para um dado usoestoque. STORESsão supplies, especialmente alimentos, roupas, ou armas (weapons usadas para lutar numa guerra)

SUPPLY MANAGERS - SUPPLY MANAGERS, temos usado segundo o conceito de GERENTES, ou ADMINISTRADORES DO MATERIAL, e podem abranger nossos Intendentes, nossos Engenheiros, Civis de diversos ramos de conhecimento, pessoal do Corpo da Armada (os QFT, os maquinistas, eletrônicos, etc.), quando estiverem envolvidos com as atividades de gerenciar o material, no caso específico a obtenção (de acquiring, que não deve ser traduzido como adquirir) de meios navais, aeronavais, de fuzileiros navais, ou obtenção de grandes e complexos sistemas, principalmente de armas. Em alguns casos particulares SUPPLY MANAGER pode estar se referindo àquele que aprovisiona (determinação técnica das necessidades e obtenção) e provê sobressalentes e itens de reparo, neste caso em equivalência aos nossos Intendentes.

OPERACIONAL - Um sistema em operação, em funcionamento para satisfação de seu utilizador final – temos traduzido mais como OPERACIONAL, ao invés de operativo, apenas por preferência pessoal, e por mais se assemelhar ao termo em inglês OPERATIONAL.

ILS – Usamos a sigla ILS enquanto contando o histórico do desenvolvimento do conceito de origem nos EUA. Ao fazermos referência ao Apoio Logístico Integrado nas forças armadas brasileiras, temos usado a sigla ALI, embora sabendo que na MB o conceito ALI difere, e muito, do ILS.

SERVICES - Usamos a expressão FORÇA, quando nos referindo aos SERVICES considerados no DoD/EUA, apenas por uma questão de ênfase na realidade atual, com o advento do Ministério da Defesa brasileiro. Quando tratamos de nossas forças armadas, preferimos referir às diferentes modalidades como Comandos, ou Ramos de Serviços, em contrapartida ao que foi no passado conhecido como Força Singular.

ITEM - do inglês ITEM, é freqüentemente usado na acepção de EQUIPAMENTO, SISTEMA, podendo ser peça, item, etc.

TRADE-OFF ANALYSIS – temos usado como tradução a expressão Análise de Compromisso. Em alguns poucos casos chegamos a traduzir como Análise de Negociações, tradução esta abandonada.

DEPOTsem tradução na língua portuguesa. Não encontramos verbete que nas forças amadas reproduzam a idéia original de armazém, ou local onde ônibus são reparados ou guardados, ou pequenas estações de ônibus ou de trem. Militarmente falando, são depósitos militares, de grande porte, onde são executadas, inclusive, ações de manutenção. Temos usado DEPOT como um neologismo, até que surja tradução adequada. Confunde-se com terceiro e quarto escalão de manutenção na MB, entretanto não é a mesma coisa. No Merriam Webster encontramos registro como :2 a : a place for the storage of military supplies b : a place for the reception and forwarding of military replacements. 

GIDGETSsem tradução,.a palavra também não consta dos dicionários da língua inglesa consultados (embora tenha sido encontrada na obra de Blanchard, Benjamin S. Logistics Engineering and Management ). No língua de origem, uma heroína americana, por ser mulher e ousar surfar, segundo a obra  (e filme) do mesmo nome. Usada no sentido de item, unidade de produção do que é requerido pelo consumidor (These requirements may constitute the assembly, inspection, or test of n gidgets per unit of calendar time; ...). Aproveitamos para lembrar que requirements se traduz com mais propriedade, nesses textos, como requisitos, e não requerimentos.

FMECA – FAILURE MODE, EFFECTS AND CRITICALITY – refere-se á um tipo de análise que visa a determinar o modo (ou modos) como o item analisado falha, quais são os efeitos dessas falhas para a função que o item tem que desempenhar e a criticalidade (condição ou qualidade crítica) da falha, tanto quanto à segurança quanto ao sucesso da missão. Embora existam os verbetes criticabilidade - qualidade ou condição do que é criticável;  criticicidade  – qualidade ou característica de crítico; capacidade crítica e criticismo - qualquer forma de julgamento, exame apreciativo, investigação judiciosa; crítica [Ex.: as circunstâncias levaram-no a um c. inteiramente justificável]; 2 Derivação: por extensão de sentido - faculdade de somente aceitar um fato, fenômeno, afirmação, opinião etc. com base em algum critério de valor; senso crítico [Ex.: dissertou sobre a revolução com admirável c.], parece-nos mais adequado traduzir por criticalidade.

METODOLOGIA, MÉTODO, TÉCNICA, FILOSOFIA, ABORDAGEM:

METODOLOGIAarte de dirigir o espírito na investigação da verdade; estudo ou tratado dos métodos;

MÉTODO – o conjunto de etapas processos a serem ultrapassados ordenadamente na investigação dos fatos ou na procura da verdade. É o caminho para se chegar a determinado fim e será executado através de técnicas adequadas e convenientes.

TÉCNICA – é a forma utilizada para percorrer esse caminho. Consiste nos diversos procedimentos ou na utilização de diversos recursos peculiares a cada objeto de pesquisa, dentro das diversas etapas do método. Assim, um determinado método pode, eventualmente, ser executado por diferentes técnicas.

O MÉTODO  (macro) é mais geral, mais amplo, menos específico, é o traçado das etapas fundamentais. A TÉCNICA (micro) é a instrumentação específica da ação. O MÉTODO indica o QUE FAZER e a TÉCNICA,  o  COMO FAZER. O MÉTODO é a estratégia da ação, ao passo que a TÉCNICA é a tática da ação.

Por exemplo, ALI será melhor referido, na nossa opinião, como MÉTODO e TÉCNICAS, mais do que como METODOLOGIA.

                Por outro lado, falar em Filosofia de Manutenção não nos parece apropriado. Temos usado o entendimento de que deve existir uma POLÍTICA de MANUTENÇÃO, e ser estabelecido um CONCEITO DE MANUTENÇÃO, e que há várias LINHAS DE AÇÃO (policies),  para resolver os problemassão policies, pois, ou linhas de ação, ou métodos, técnicas, etc  


SOBRESSALENTES - O imbroglio da tradução, e da compreensão do que sejam sobressalentes, tem origem na sua derivação. Embora possa parecer de menor valor analisar as origens e as diversas acepções do verbete sobressalentes, desta análise decorrem conclusões que certamente serão de valor para o estabelecimento correto das dotações. Vejamos:

a) No DICIONÁRIO CONTEMPORÂNEO DA Língua Portuguesa, sobressalente édefinido como : "qualquer peça destinada a substituir outra que se gaste, quebre, etc. O dicionarista é genérico:

SOBRESSALENTE

qualquer peça destinada a substituir outra que se gaste, quebre, etc

 

. CALDAS AULETE

b) DICIONÁRIO BRASILEIRO da Língua Portuguesa -  na sua primeira edição, não registrava SOBRESSALENTE como uma variação de SOBRESSELENTE. na segunda, registra SOBRESSALENTE como uma variação de SOBRESSELENTE, com origem no espanhol sobresaliente, mas não dá nenhuma acepção idêntica a que os espanhóis atribuem, qual seja:  QUE SOBRESSAI, etc. A Segunda edição registra apenas:

SOBRESSALENTE

"Diz-se da peça ou acessório de reserva destinado a substituir o que se gasta ou avaria pelo uso ||2. Peça ou acessório que tem esse fim; peça de reposição: "agulhas de marear, barometros, ... cronometros, bandeiras, sinais, faróis e mais uma infinidade de sobressalentes náuticos."Virgilio várzea, Históricas rústicas, p. 93) 3. Bras. Restr. Pneu sobressalente, estepe. [Var. sobresselente]"

 

DICIONÁRIO BRASILEIRO DA LP

Curioso é que na variação sobresselente, que a 2ª edição registra, agora como variação de sobressalente, é que vem as acepções do espanhol - 1. Que sobressai, saliente; 2. que excede, excedente, demasiado; 3. Que é acrescentado como reserva. Como S. m. 4. Aquilo que sobressai; 5. Tudo o que sobeja e é próprio para suprir faltas.

c) DICIONÁRIO MODERNO da Língua Portuguesa, de MICHAELIS, registra, por sua vez

SOBRESSALENTE

1. que sobressai; 2. sobrexcedente; 3. que aproveita para suprir uma falta;

1. aquilo que sobressai, que excede; 2. aquilo que sobra, que é a mais; variação, sobresselente: de reserva para suprir uma falta

 

MICHAELIS

d) no HOUAISS da Língua Portuguesa, primeiras edições, encontramos o registro da palavra, mas sem definição. No entretanto, na edição para computador, versão 1.0, encontramos

SOBRESSALENTE

1. que ou o que sobressai ou sobeja;

2. que ou o que está a mais e é próprio para suprir faltas

3. que se tem de reserva para substituir outro avariado ou gasto pelo uso (diz-se de acessório ou peça) Ex.: pneus.

Houaiss da Lingua Portuguesa, v. 1.0

e) Em um glossário de Marinha, editado pela DEN, encontramos o registro de sobressalente como:

SOBRESSALENTE

É uma PEÇA, COMPONENTE, ACESSÓRIO ou EQUIPAMENTO destinado a substituir outro que se tenha desgastado ou avariado.

Segundo a publicação ENGENA 05-03.

f). o manual de Abastecimento, publicação didática não oficial, usada na MB, registra:

SOBRESSALENTE

SOBRESSALENTE é o mesmo que ITEM DE SUPRIMENTO (sic) quando destinado à eventual substituição de seu similar instalado em Equipamento ou Unidade, por motivo de extravio, desgaste, avaria ou prevenção de avaria [Manual do Abastecimento pag 4-10.]

O ITEM DE SUPRIMENTO - É uma PEÇA, ou um conjunto de peças (COMPONENTE DISCRETO, CARTÃO, MÓDULO, SUBUNIDADE, etc) ou outro qualquer material não ligado especificamente a EQUIPAMENTO (MATERIAL DE LIMPEZA, TINTAS,etc) que, atendendo aos propósitos e parâmetros estabelecidos pelo SabM, possua características esenciais que o individualizam nesse sistema. O ITEM  consiste, normalmente, em uma sub-divisão de um ARTIGO. Para efeitos de abastecimento, eventualmente , um EQUIPAMENTO ou uma UNIDADE podem ser considerados como ITEM DE SUPRIMENTO. Puxa! Etc Pg 4-10

PEÇA ou ACESSÓRIO de reserva  destinada a substituir outra em caso de emergência (DIC PORT)

Segundo o MANUAL DO ABASTECIMENTO, publicação usada nos cursos de Intendentes da MB, não sendo, no entanto, uma publicação formal do sistema de publicações da MB.

 

Notas:Devemos ter reservas com essas definições (consultar c 7, no Manual do Abastecimento) para não cair em armadilhas tais como : PEÇA  - é indivisívil; ARTIGO é uma coleção de PEÇAS composta de ITENS (quem é composta de ITENS, a PEÇA ou a COLEÇÃO?),  que é pois uma subdivisão do ARTIGO. Mas se PEÇA é indivisível, como o ITEM pode ser uma subdivisão do ARTIGO, que é uma coleção ou família de peças? Porque registrar diversas acepções para item, tais como item de produção; item de produção normal, item de suprimento?

g)  Ainda na MB encontramos os seguintes registros, referentes ao verbete sobressalente:

SOBRESSALENTE

Abast. É uma peça ou conjunto de peças destinado a substituir qualquer peça ou conjunto de peças gastas ou avariadas num equipamento, componente ou acessório, ou, mesmo, no próprio sobressalente

GLOSSÁRIO DE TERMOS DE USO CORRENTE NA MARINHA, EMPREGADOS NA SUA CORRESPONDÊNCIA ADMINISTRATIVA (DADM 1976)

PEÇA

Abast. É uma unidade pertencente a um acessório, componente ou equipamento que não é capaz de produzir, isoladamente, uma função determinada.

idem

ACESSÓRIO

Aquilo que se junta ao objeto principal (equipamento) ou é dependente deste. Complemento destinado a melhorar a ação do objeto principal (equipamento)

idem

COMPONENTE

Peça ou conjunto de peças montados de forma a constituir uma unidade que opere segundo uma ação mecânica, elétrica, térmica ou de outra natureza, responsável por uma função definida  e necessária à operação de um equipamento

idem

EQUIPAMENTO

Conjunto de componentes, acessórios e peças que é capaz de produzir um determinado trabalho ou atender a uma determinada função. Também pode ser constituído por um único componente e respectivos acessórios.

idem

GRUPO

Abast. Conjunto de dois ou mais equipamentos destinado a atender a uma determinada função

idem

ITEM

Abast. Objeto cujas características o distinguem perfeitamente de todos os demais usados na Marinha e consiste na subdivisão de um artigo. É identificado por meio de um símbolo

idem

ARTIGO

Mar. Coleção de objetos que possuem as mesmas características gerais e a mesma finalidade; ou coleção de itens similares do mesmo grupo e classe do Catálogo.

idem

 h) E tem mais. O DICIONÁRIO MARÍTIMO BRASILEIRO inova (Caminha, Herick Marques 2. Ed. Ver atual. - Rio de Janeiro. Clube Naval, 1996).:

Sobressalente (I. spare part; renewal part; F. rechange) S. m. Máquina. Peça ou conjunto de peças destinadas a substituir outras semelhantes que se avariam ou desgastam, num aparelho, equipamento ou máquina.

Depois de todas estas definições, chegamos ao ponto crucial, de comparar as acepções do verbete sobressalente, com o conceito original a que se refere, quando então encontramos:

i) A palavra sobressalente, tradução em português, se refere às seguintes idéias/conceitos:

SOBRESSALENTE

SPARES - são os itens de maior importância para substituição, os quais são reparáveis (podem ser sistemas, subsistemas, conjuntos ou subconjuntos) e

REPAIR PARTS - são COMPONENTES de menor vulto, não reparáveis

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